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Os Benefícios do Hidrogénio Molecular na Saúde: Aplicações e Inovações Terapêuticas

O hidrogénio é o átomo mais pequeno e mais leve existente na natureza. Está presente, em quantidades mínimas, no ar que respiramos e é um dos principais elementos que constituem o nosso corpo.

Durante muito tempo, foi considerado um gás “inerte”, ou seja, sem ação relevante para a saúde. Em 2007, a revista Nature Medicine publicou o estudo que se tornou uma referência ao identificar o hidrogénio molecular (H2) como um antioxidante com potencial terapêutico.

Desde então, a investigação sobre os benefícios do hidrogénio molecular na saúde tem vindo a crescer de forma consistente. Atualmente, com um número crescente de publicações científicas, o hidrogénio molecular é visto como uma abordagem terapêutica inovadora, embora grande parte da evidência seja ainda preliminar.

É nas células que os fenómenos da saúde e os seus desequilíbrios (doenças) se fazem sentir. Muitos desses desequilíbrios resultam da desregulação de um grupo ou sistema de células. Devido ao seu tamanho reduzido, os estudos indicam que o hidrogénio molecular consegue difundir-se facilmente para o interior das células, chegando ao núcleo e às mitocôndrias (as centrais energéticas das células).

Então, poderá o hidrogénio molecular contribuir para uma vida mais saudável e equilibrada? Neste artigo, explicamos o que é, como atua, quais os benefícios em estudo e o que a ciência já sabe (e ainda não sabe) sobre ele.

O que é o hidrogénio molecular?

O hidrogénio molecular apresenta-se no estado gasoso. É uma molécula constituída por dois átomos de hidrogénio e é a mais pequena das moléculas existentes na natureza.

Apesar de o hidrogénio ser um dos principais constituintes da matéria viva, na sua forma gasosa, como H2 (hidrogénio molecular), existe apenas em concentrações diminutas no ar que respiramos.

O H2 pode chegar ao nosso corpo de várias formas: através da água hidrogenada, de equipamentos de inalação, de ampolas, cremes ou óleos enriquecidos com hidrogénio. Por se tratar de uma molécula tão pequena, consegue difundir-se pelas células e pelos organitos celulares, isto é, pelos minúsculos “órgãos” das células. Por isso, os investigadores consideram que pode ter uma ação abrangente sobre as funções celulares.

Stress oxidativo e inflamação: como atua o hidrogénio molecular

A vida, a nível celular, é constituída por milhares de processos em que se produzem, transformam e degradam inúmeras substâncias. Um dos resultados finais destes processos é a acumulação de resíduos.

Os radicais livres (moléculas instáveis e muito reativas), também conhecidos como ROS (Reactive Oxygen Species), estão entre os principais resíduos do metabolismo celular. Quando se produzem em excesso, tornam-se tóxicos e dão origem ao chamado stress oxidativo.

O stress oxidativo está associado, a par da inflamação, ao desenvolvimento e à cronicidade de muitas doenças. A inflamação é uma parte normal da defesa do corpo contra lesões e infeções. No entanto, segundo o NIEHS, quando não se resolve e se torna crónica, pode contribuir para novas lesões nos tecidos e para o aparecimento de doenças.

Duas das principais ações atribuídas ao hidrogénio molecular (H2) são precisamente a ação antioxidante, que ajuda a combater o stress oxidativo, e a ação anti-inflamatória. Por isso, é estudado como um possível apoio à regulação das funções celulares, ou seja, à saúde celular.

Quais são os benefícios do hidrogénio molecular para a saúde?

Uma vez que o stress oxidativo e a inflamação de longa duração estão associados a muitas doenças crónicas, qualquer substância que os ajude a controlar pode ter interesse na prevenção e no acompanhamento dessas doenças. É este o perfil que a investigação tem vindo a traçar para o hidrogénio molecular.

Além disso, o hidrogénio molecular parece ter outras ações a nível celular, o que explica o interesse crescente nos seus possíveis benefícios para a saúde.

Os estudos sobre hidrogénio molecular, realizados sobretudo em modelos celulares e animais e, em menor número, em pequenos ensaios clínicos, sugerem as seguintes ações principais:

  • antioxidante;
  • anti-inflamatória;
  • antialérgica;
  • estimulante do metabolismo energético;
  • regulação da transcrição genética;
  • modulação da morte celular programada (com interesse para a investigação na área do cancro);
  • sinalização de dezenas de processos celulares, como processos imunológicos e de reparação celular;
  • possível apoio na recuperação de lesões cirúrgicas, traumáticas ou associadas à radioterapia e à quimioterapia, em estudo também nas doenças neurodegenerativas, cardiovasculares e oncológicas;
  • possível interesse na investigação sobre o envelhecimento, ainda em fase preliminar.

Porque se fala de uma ação antioxidante seletiva?

Os radicais livres não são apenas prejudiciais: têm também funções úteis, por exemplo, no combate às infeções. O hidrogénio molecular é um dos antioxidantes com maior facilidade de penetração a nível celular, devido às suas dimensões diminutas.

Segundo o estudo publicado em 2007 na Nature Medicine, apresenta ainda uma ação antioxidante seletiva, ou seja, atua sobretudo sobre os radicais livres mais tóxicos, como o radical hidroxilo, sem interferir com os que desempenham funções importantes no organismo. É uma característica que o distingue de muitos outros antioxidantes.

Destaca-se ainda a sua fácil difusão nos tecidos. Os estudos indicam que consegue atravessar a barreira hematoencefálica, o que abre a possibilidade de ajudar a proteger o cérebro e o sistema nervoso central do stress oxidativo e da inflamação.

Por estas razões, o hidrogénio molecular é descrito na literatura científica como um facilitador e sinalizador de numerosos processos celulares, que pode contribuir para otimizar as funções das células e regular processos ligados à saúde.

Em que doenças tem sido estudado o hidrogénio molecular?

Estudos preliminares sugerem efeitos potencialmente benéficos numa grande variedade de condições, entre as quais:

  • doenças reumáticas e doenças autoimunes;
  • doenças cardiovasculares e hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • bem-estar psicológico, nomeadamente ansiedade e humor.

Também num corpo saudável têm sido descritos possíveis benefícios, como melhor bem-estar geral e função cognitiva, e suporte à performance desportiva. Uma meta-análise de 2023 concluiu que o hidrogénio molecular pode reduzir a fadiga durante o exercício em adultos saudáveis, mas não melhora a capacidade aeróbia. Pode aprofundar este tema no artigo sobre os benefícios da água hidrogenada no desporto.

O que diz a investigação sobre o hidrogénio molecular?

A investigação científica sobre o hidrogénio molecular tem crescido de forma notável, explorando o seu papel tanto como agente preventivo como terapêutico. Os resultados obtidos até agora são promissores.

Ainda assim, é importante ter uma leitura prudente: a maioria dos estudos foi realizada em células ou em animais, e os ensaios clínicos em humanos envolvem, em geral, poucos participantes e períodos curtos. A investigação ainda é limitada e são necessários estudos maiores para confirmar estes benefícios e definir as indicações, doses e formas de utilização mais adequadas.

Aplicações terapêuticas do hidrogénio molecular: formas de utilização

O hidrogénio molecular tem sido estudado através de várias vias de contacto com o corpo:

  • inalação de hidrogénio em baixas concentrações;
  • ingestão de água hidrogenada (água enriquecida com hidrogénio);
  • aplicação na pele, através de cremes ou óleos enriquecidos com hidrogénio;
  • aplicação nos olhos, através de colírio enriquecido com hidrogénio;
  • aplicação direta e específica em contexto hospitalar, como soro fisiológico enriquecido com hidrogénio, administrado por via injetável.

As aplicações terapêuticas em estudo são, por isso, muito variadas. Algumas são bastante específicas e reservadas ao contexto hospitalar, nomeadamente em infeções e traumatismos graves, cirurgias e transplantes.

Inalação de hidrogénio molecular

A inalação do gás hidrogénio molecular, em baixas concentrações, realiza-se através de cânulas colocadas no nariz, ligadas a equipamentos que o produzem. Esta via tem sido estudada sobretudo em contexto clínico, por exemplo no enfarte do miocárdio e no AVC isquémico, em ensaios ainda pequenos.

Os resultados em humanos são ainda limitados: num ensaio com 20 doentes com doença de Parkinson, a inalação durante quatro semanas não mostrou benefícios. Além disso, o hidrogénio gasoso é inflamável em determinadas concentrações. A inalação deve ser feita com equipamentos adequados e, idealmente, com orientação de um profissional de saúde.

Hidrogénio molecular na pele

A aplicação de H2 na pele, em cremes, óleos ou numa máscara facial enriquecida com hidrogénio, tem sido estudada para a saúde da pele. As áreas investigadas, sobretudo em modelos animais, incluem as lesões da pele causadas pela radiação ultravioleta, as queimaduras, as úlceras de pressão, a psoríase e a dermatite atópica.

Água hidrogenada: a forma mais acessível de consumir hidrogénio molecular

Nos estudos disponíveis, em grande parte realizados em animais, a ingestão de água hidrogenada tem sido associada às propriedades já mencionadas: ações antioxidantes e anti-inflamatórias, regulação da expressão de vários genes, estímulo do metabolismo energético e proteção contra a morte celular programada, entre outras.

A água hidrogenada é uma água enriquecida com hidrogénio gasoso na sua forma molecular, ou seja, H2. É produzida através de um hidrogenador de água, um dispositivo com filtros que purificam a água e com um sistema que produz hidrogénio molecular e o liberta na água purificada.

Como a molécula deste gás é minúscula, difunde-se rapidamente pelos tecidos e pelas células. Em estudos com ratos, depois da administração de água saturada com hidrogénio no estômago, o H2 foi detetado no sangue e acumulou-se no fígado.

Sendo a via mais utilizada e mais acessível, a água hidrogenada é considerada segura e bem tolerada nos estudos realizados até à data: uma revisão de 2023 dos estudos clínicos registou muito poucas reações adversas em humanos. Por isso, pode ser um complemento interessante no dia a dia, integrado numa alimentação equilibrada, numa boa hidratação e num estilo de vida saudável. Saiba mais sobre os benefícios da água hidrogenada na hidratação.

O H2 tende a escapar da água com o tempo, sobretudo depois de aberto o recipiente. Por isso, o ideal é beber a água pouco depois de a preparar ou levá-la num recipiente bem fechado e cheio para o dia de trabalho, para o treino desportivo ou para os exames escolares.

Estudos preliminares associam o consumo de água hidrogenada a melhorias do humor e da ansiedade no dia a dia, observadas num pequeno ensaio com 26 adultos saudáveis, e a menos fadiga durante o exercício. Para quem passa muito tempo fora de casa, um hidrogenador portátil permite preparar a água no momento.

Quando deve falar com o seu médico?

O hidrogénio molecular não substitui o diagnóstico nem o tratamento médico. Se tem uma doença crónica, toma medicação regularmente, está grávida ou a amamentar, ou pondera a inalação de hidrogénio, fale com o seu médico antes de o integrar na sua rotina. Não interrompa nem altere nenhum tratamento sem aconselhamento profissional.

Perguntas frequentes sobre hidrogénio molecular

O que é o hidrogénio molecular e para que serve?

O hidrogénio molecular (H2) é um gás formado por dois átomos de hidrogénio. É estudado sobretudo pela sua ação antioxidante seletiva e anti-inflamatória, com possível interesse na prevenção e no acompanhamento de várias doenças crónicas e no bem-estar geral.

Os benefícios do hidrogénio molecular estão comprovados?

Os resultados são promissores, mas a evidência ainda é preliminar. A maioria dos estudos foi feita em células ou em animais, e os ensaios em humanos são, em geral, pequenos. São necessários estudos de maior dimensão para confirmar os benefícios.

A água hidrogenada é segura?

Nos estudos realizados até à data, a água hidrogenada tem sido considerada segura e bem tolerada, sem efeitos secundários relevantes descritos. Ainda assim, em caso de doença ou medicação regular, deve consultar o seu médico.

A água hidrogenada pode substituir a medicação?

Não. A água hidrogenada pode ser um complemento a um estilo de vida saudável, mas não substitui medicamentos nem tratamentos prescritos. Qualquer alteração ao tratamento deve ser discutida com o seu médico.

Hidrogénio molecular: uma área promissora para a saúde

O hidrogénio molecular é uma abordagem terapêutica inovadora e com um potencial abrangente. Tem sido estudado em várias doenças crónicas associadas ao estilo de vida ocidental, como a doença coronária, a obesidade, a hipertensão, a diabetes tipo 2, as doenças neurodegenerativas, as doenças autoimunes, o cancro e a osteoporose.

Nas pessoas saudáveis, os estudos sugerem possíveis benefícios no desempenho cognitivo, na ansiedade e no humor, bem como na atividade física intensa. Pode, assim, contribuir para a saúde, o bem-estar geral e a qualidade de vida.

Os resultados obtidos até agora indicam que as propriedades do hidrogénio molecular vão além da sua ação antioxidante, o que tem levado os investigadores a descrevê-lo como um regulador de vários processos biológicos. Ainda assim, a investigação em humanos é limitada, pelo que deve ser encarado como um complemento a hábitos saudáveis e ao acompanhamento médico.

Como a forma mais simples e segura de ingerir H2 é através da água hidrogenada, porque não considerá-la como um complemento diário a um estilo de vida saudável? Conheça as soluções Filtrarte de água hidrogenada e as soluções de purificação de água para casa.

Ficou curioso sobre o potencial do hidrogénio molecular? Partilhe este artigo e saiba mais sobre esta área de investigação em saúde.

Adenda: potenciais benefícios do hidrogénio molecular em investigação

A tabela seguinte resume as áreas em que o hidrogénio molecular tem sido investigado, com base sobretudo na revisão de Ichihara e colaboradores (2015), que analisou 321 artigos originais, e na revisão de estudos clínicos de Johnsen e colaboradores (2023). Cerca de três quartos dos artigos analisados na primeira revisão mostram efeitos em ratinhos e ratos, e os ensaios em humanos envolvem, em geral, poucos participantes. Devem, por isso, ser lidos como potenciais benefícios em estudo e não como indicações terapêuticas estabelecidas.

Cérebro e Sistema Nervoso
• Função cognitiva: num ensaio de um ano em pessoas com défice cognitivo ligeiro, sem diferença global face ao placebo (em humanos)
• Doença de Parkinson: resultados positivos em modelos animais, mas um ensaio com 178 doentes não mostrou melhoria
• Doença de Alzheimer: resultados em modelos animais e num estudo com apenas 8 doentes
• Pode auxiliar na recuperação do AVC isquémico (pequenos ensaios em humanos)
• Hipóxia cerebral neonatal
• Possível proteção face a substâncias neurotóxicas
• Traumatismos cranianos e lesões da medula espinal
Sistema Urinário
• Cistite intersticial: num ensaio em humanos, sem diferença significativa face ao placebo
• Doentes em hemodiálise: descida da pressão arterial e de marcadores inflamatórios com solução de diálise enriquecida com H2 (em humanos)
• Pode minimizar a toxicidade renal da cisplatina (quimioterapia)
• Pode minimizar complicações do transplante renal
Coração
• Enfarte do miocárdio (incluindo pequenos ensaios em humanos)
• Transplante cardíaco
• Aterosclerose
• Lesões cardíacas causadas pela radiação
Transplante de órgãos
• Pode minimizar complicações de transplantes de coração, pulmão, intestino e rim
Aparelho digestivo
• Periodontite (inflamação das gengivas)
• Pode aliviar as lesões do estômago causadas pela aspirina
• Possível inibição da inflamação intestinal e benefícios na colite ulcerosa
• Possível proteção do fígado contra lesões causadas por medicamentos, como o paracetamol
• Hepatite B crónica e esteato-hepatite não alcoólica (fígado gordo)
• Possíveis benefícios na pancreatite aguda
• Possíveis benefícios no transplante intestinal

Ossos
• Osteoporose e perda óssea
Condição Psicológica
• Pode melhorar o humor e a ansiedade (pequeno ensaio em adultos saudáveis)
• Menor atividade nervosa simpática em repouso (no mesmo ensaio)
Olhos e Ouvidos
• Lesões da córnea por queimadura química e proteção da córnea na cirurgia às cataratas (em humanos)
• Lesões da retina e do nervo ótico
• Perda auditiva
• Pode minimizar a toxicidade da cisplatina para os ouvidos
Diabetes e Síndrome Metabólica
• Diabetes tipo 2: melhoria de alguns marcadores do metabolismo da glicose em pequenos estudos em humanos
• Pode melhorar o metabolismo das “gorduras” no sangue
• Redução da gordura corporal em pessoas com excesso de peso (estudo pequeno)
Pele e Alergias
• Dermatite atópica e psoríase
• Alergia de tipo I e asma
• Pode ajudar a regular respostas imunológicas e alérgicas
Pulmões
• Lesões pulmonares agudas de várias causas
• Asma e DPOC (estudos em humanos)
• Transplante pulmonar
Cancro
• Em laboratório: inibição do crescimento de células tumorais e da formação de novos vasos sanguíneos nos tumores
• Possível melhor tolerância à quimioterapia (QT) e à radioterapia (RT) (pequenos estudos em humanos)
Corpo saudável
• Bem-estar geral
• Função cognitiva
• Apoio ao humor
• Investigação sobre o envelhecimento (preliminar)
Quimioterapia
• Menos lesões do fígado em doentes com cancro colorretal (ensaio com 134 doentes)
• Menos efeitos adversos em doentes com cancro do pulmão
• Pode aliviar a toxicidade renal da cisplatina
Performance atlética
• Pode reduzir a perceção de fadiga durante o exercício
• Pode reduzir o lactato no sangue durante o exercício
• Sem melhoria demonstrada da capacidade aeróbia nem da resistência
• Possível apoio na recuperação de lesões desportivas dos tecidos moles (estudo pequeno)
Radioterapia
• Melhor qualidade de vida durante a radioterapia (ensaio com 49 doentes com tumores do fígado)
• Possível proteção da pele, do coração, dos pulmões e de outros tecidos face à radiação

Bibliografia consultada

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Por Equipa de Especialistas Filtrarte
A informação contida neste artigo não se destina a recomendar qualquer tratamento de sintomas ou doenças. Consulte o seu médico para aconselhamento especializado.